12 de fevereiro de 2009

Banda Plano Piloto


Essa é a Banda Plano Piloto! Um aótima Banda! Com ótimas músicas! :)

11 de fevereiro de 2009

Fotos

Bom! Durante o curso, vamos exibir as fotos e as informações sobre os alunos, os eventos, e os trabalhos.
E nesse sábado vai acontecer o primeiro encontro da turma! Vamos estar comemorando o Aniversário de três alunas na sala: Cinthia, Flávia e Renata!
Contamos com a presença de todos, pois os encontros são ótimos pretextos para obtermos uma boa relação com nossos colegas, e também, para aumentarmos nosso círculo de relacionamento.


Atenciosamente,
Bárbara Diniz






Primeiro período de Jornalismo UNI-BH


O meu primeiro dia de faculdade

- Camila, acorda... Já são 05h45min!
- Já mãe? Você me diz já? Madruuuga...eu disse meio bocenjante.
-Você quer se atrasar logo no primeiro dia? Vamos que a primeira impressão é a que fica... Se eu fosse você não atrasaria, e usaria aquela blusinha nova que...
- Mãe, sou eu que estou indo pra faculdade... Relaxa!
- Tá, tá... Mas vai logo se arrumar...

Lá estava eu, animada como a minha mãe! Flashs vinham em minha mente, entre eles o da primeira vez que me machuquei na escola. A sala da Tia Karla era legal até o dia em que cai da escada... chorava tanto que acharam que eu tinha quebrado a cabeça ou coisa assim. Me lembro bem que logo Tia Cida, a diretora, estava me mimando, todos em volta tentavam me agradar de alguma maneira e uma de minhas amiguinhas me ofereceu a sua Barbie preferida para que eu parasse de chorar... Maldosamente pensei:
- Será que se eu cair da escada todos os dias vou ser tratada assim tão bem?


- Camila, 06h00min... Já disse pra andar logo com isso.
-Tô indo mãe.
- Já separou o dinheiro?
- Ahãm
- Já colocou o celular no silencioso?
- Ahãm
- Separou a blusa de frio?
- Manhêê, estamos em pleno verão, não pira né?
- Eu sei filha, mas hoje não podemos acreditar em previsão do tempo... Essas coisas são muito relativas e além do mais não quero minha neném doente na primeira semana de aula.
- Aiaiai...
- Mas não é verdade Mi?
- É mãe, é verdade. Vou me vestir dá licença ?
- Até parece que você não nasceu pelada. Eu limpei seu cocô sabia ingrata?
- Que nojo mãe... Dá licença?
- Dou se você se arrumar logo.
- Tá mãe, tá!

E assim eu ia me vestindo, olhando cada parte do meu corpo e percebendo o quanto eu havia crescido, 18 anos já! Meu Deus, como o tempo passou rápido... Outro dia mesmo estava dando o meu primeiro beijo, vivendo as minhas paixões eternas de uma semana, brigando e brincando com minha MA... Isso não mudou, a melhor amiga é a mesma da infância, a loirinha do primeiro período da Tia Karla , foi com ela que dividi meus maiores segredos, meus melhores amores e claro as figurinhas de chicletes do Giannechine. É aquela história, Melhor Amiga só se tem uma! Em toda uma vida, só uma é a Melhor das Melhores...
Tudo o que vivi se passava em minha mente, coisas soltas, fatos engraçados... E mais uma vez uma voz me chamava pra “terra”.

- Mi...
- Oi mãe.
- Qualquer coisa você me liga viu?
- Manhêê, 18 não são 8!
- Eu sei filha, mas é que está tudo tão perigoso hoje em dia...
Aquela voz triste não! Ela sabia bem que aquela voz mexia comigo... quando ela falava daquele jeito pausado, meio que sussurrando eu dizia sim pra tudo!

-Tá bem mãe, qualquer coisa eu ligo. E a senhora também, qualquer coisa me liga.
- Combinado!

Um silêncio tomou conta, meu cheiro agora havia invadido todo o quarto e aos poucos se misturava com o cheiro da minha mãe. O cheiro que eu sentia quando tinha muito medo... Sempre que uma tristeza grande me chegava corria pra pertinho daquela que sempre fora a minha heroína e me mantinha calada, sentindo a minha mãe, a MINHA mãe... Nesse momento eu percebi que ela me olhava com uma tristeza gigantesca... Era um olhar de angústia, de uma fêmea que perde sua cria e ao mesmo tempo eu sentia uma enorme satisfação de sua parte. Não falávamos nada, era como se eu tivesse 5 anos de novo, não era preciso falar, minha mãe e eu nos sentíamos, e de repente cada músculo da minha face parecia ser incontrolável. Uma lágrima rolou... Me fiz de “durona” e não dei o braço a torcer, eu não dizia nada, mas queria falar tudo! Agradecer o imenso apoio, por todos os puxões de orelha, por cada gesto de carinho... Acho que ela me entendeu, pois sem que nada fosse dito ela me abraçou... Um abraço terno, sincero e único! Abraço de mãe... E novamente aquele silêncio...

- Mãe?
- Diga
- Eu te amo tá?
- Eu também filha, muito...
- Mais que nada mais que tudo?
- Ahãm, mas vamos logo que seu tio já já chega.

Ela me entendia, sabia que meu silêncio era o oposto do meu coração. Ele sim gritava de euforia... Afinal, aquele seria o meu primeiro dia de faculdade. Tudo e nada se passavam em minha mente... Como seriam os meus futuros colegas? Calouro tem trote?
Será que eu conseguiria passar direto como sempre fizera?

- Camilaaa! Vamos filha?

Era meu “pai”... Meu tio é meu pai, sem explicações prévias! Entramos no carro e fomos... Eu ia além... Passávamos entre carros e caminhões e meu pensamento ia de doces lembranças infantis a imensas expectativas adultas. Era como se o tempo já não tivesse efeito sobre mim, era presente, foi passado e será futuro...

-Chegamos! Pode descer (era meu pai, com outra voz que sempre me encantou... uma mistura de ternura e respeito era embutida naquele “cara”).
- Já sabe né? Qualquer coisa liga pra mamãe. Eu venho na hora... Não aceite bala, chiclete ou droga de ninguém. Deixe seu copo por perto e leva a sua bolsa pro banheiro. Ahhh... Não fale com estranhos heim?

Naquela hora minha mãe agia como se fosse o meu primeiro dia de aula no prézinho. Era como se um sentimento “mãe mor” tomasse conta de todas as suas palavras, que eram comuns também a todas as mães que são mães...

-Mãe, se eu não falar com estranhos como eu vou sobreviver? Estou na faculdade minha querida! Todo mundo aqui é estranho pra mim lembra? (e eram estranhos mesmo, literalmente).
- Tá bom filha... Mas seleciona as amizades tá? JUÍZO heim?!
- Tá bom mãezinha

Naquele momento que eu desci do carro era como se eu renascesse, e me tornasse alguém... Mas alguém de verdade, daqueles “alguéns” que têm sua próprias e únicas opiniões, tomam sua atitudes e respondem por elas... Naquele momento eu cresci!]

-Benção, tchauzinho!

Como em um coral muito bem ensaiado os dois me deram à benção e o tchau. Um tchau gostoso de se ouvir, repleto de preocupações, mas cheio de orgulho! Preocupações com o meu futuro tão próximo e orgulho da menina mulher que eu me transformei!
18 anos já e 18 anos apenas... Ali eu percebi então que mãe e pai são todos iguais, de maneiras únicas é claro, mas no fundo todos desejam a mesma coisa... Que suas “crias” fiquem bem...
A faculdade? A faculdade é a “coisa” mais louca que alguém pode viver...
Então aí vou eu para essa loucura!



Camila Corrêa