10 de junho de 2009

Entrevista com um profissional de Relações Públicas

Entrevista com um profissional de RP O entrevistado é o formado em Relações Públicas Alexandre Junior, de Belém, no Pará. Vamos então as conclusões retiradas por este profissional sobre sua profissão:

-Alexandre, qual sua opinião sobre o mercado de trabalho atual?


Bem, não há uma cultura de contratação e profissionais de Relações Publicas para o desempenho único da atividade em sí, o máximo que ocorre é contratar como profissional de comunicação que possui experiência em outras frentes da Comunicação Social e inclusive Relações Públicas. O termo profissional de Relações Públicas ou RP, aina sofre com a confusão entre os cerimonialistas,
assessor de imprensa, ou organizador de eventos, mas nunca como um profissional qualificado tecnicamente para cuidar da relação da organização com todos os seus públicos, entende.

Para que isso mude efetivamente, será necessário que se faça uma grande campanha de conscientização junto às empresas, para que as mesmas entendam a importância e a necessidade de ter um profisional de RP.

- Qual sua visão sobre a obrigatoriedade da formação acadêmica para o exercício da profissão?


Veja uma coisa, existem no país inteiro, pessoas que exercem nossa profissão, inclusive a sua, rs, para quem atua a muito tempo nestas cadeiras, a estas pessoas damos o nome de provisinados que diante dos conselhos conquistaram o direito de atuar como profissional , justamente por conta deste tempo de atuação, que se eu não me engano, desde antes de 1988,
a questão é que mesmo com toda essa carga de experiência e muitas vezes atuando com muita eficiência, eu acredito que um profissional que usa a comunicação como ferramenta, da mesma maneira que um Médico, tem que ter conhecimento técnico, de como lidar com essa comunicação utilizando técnicas, eficazes para conseguir atingir o objetivo, com muita responsabilidade.
E isso só poderá ser feito de um modo geral, por um profissional que cursou uma universidade, que estudou as técnicas, pesquisou o modo de se comunicar com eficiência, desenvolveu técnicas e pesquisas, para desenvolver, a Comunicação Social. Um provisionado, mesmo com toda sua experiência jamais, poderá ter esses conhecimentos acadêmicos, sem ter feito uma graduação, pós, mestrado ou doutorado.


- Qual a Importância do Conselho Federal de Relações Públicas na defesa do exercício da profissão?

Bem quanto ao CONFERP, não posso dizer muita coisa, nunca tive qualquer ajuda do conselho, nenhuma expressão de defesa, inclusive em relação desta questão, não acho que seja atuante como deveria ser inclusive sobre a questão anterior , pelo que eu sei, foi o conselho de Jornalismo que deu um passo importante na defesa da obrigatoriedade e nos pegamos carona nesse barco.

-Quais são as atividades próprias dos Relações Públicas que normalmente são exercidas por profissionais de outras áreas;


Bem em minha opinião e pelo que vejo no mercado, todas as atividades de Relações públicas são desenvolvidas por profissionais de outras áreas. Mas isso é resultante justamente da falta de reconhecimento da atividade, veja, sempre que surgem funções inerentes a nossa profissão, dentro de uma organização, e não se tem noção de qual profissional deve desenvolvê-la, sempre as diretorias indicam alguém de dentro da organização para desenvolvê-las, levando em consideração as capacidades individuais do funcionário, esse profissional pode ser de qualquer área de atuação, desde que tenha alguma característica ligada a nova atividade.

- Alexandre, no seu modo de pensar, quais mudanças que a web têm proporcionado às atividades de relações públicas?


Na verdade, a web mudou as nossas vidas de um modo geral, e com isso a forma de se fazer comunicação, surge uma nova mídia, que é a web, e uma novíssima que é o mobile marketing, isso significa que entre outras profissões, As Relações públicas ganharam muito com o advento da web, aumentando a interatividade com seus públicos, e chegando até eles com mais rapidez, mais eficiência, sabendo, em tempo real, quais suas necessidades, seus anseios, suas insatisfações, suas expectativas, futuras em relação a organização, e isso claro facilita sobre tudo a identificação da problemática para o profissional de RP desenvolver projetos mais focados, e que retornem resultados mais precisos.


Nomes: Bárbara Diniz, Clélia, Gustavo Guilherme, Felipe Botrel e Henrique 204 manhã
Primeiro período de Jornalismo do UNI-BH

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